ASTRONOMIA: Chuva de meteoros terá auge ofuscado pela Lua neste sábado

Uma estrela cadente cruza o céu atrás do farol em Pilsum, noroeste da Alemanha,
durante o pico da atividade da chuva anual de meteoros
Perseidas - 13/08/2015 (Matthias Balk/AFP)
A tradicional chuva de meteoros Perseidas, que está visível desde 17 de julho e permanecerá até 24 de agosto, alcançará o seu ponto máximo neste sábado. 

Porém, o espetáculo pode ser atrapalhado parcialmente pela luminosidade da Lua, que ficará 72% iluminada, assinalaram os astrônomos. Isso prejudicará a observação dos meteoros, uma vez que eles ficarão “ofuscados” pelo brilho do astro, um efeito parecido com o das luzes nas cidades. Essa chuva de meteoros ocorre todos os anos no Hemisfério Norte, sempre no verão. Aqui no Brasil, também será possível assistir ao espetáculo nos estados do Norte e Nordeste, embora seja bem mais fraco do que nos países acima da linha do Equador.

Segundo o astrônomo Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), para quem quiser observar o show celeste em território brasileiro, o melhor horário para olhar para o céu é às 4h. “As recomendações são as mesmas de todas as chuvas de meteoros: escolher um local escuro e ter paciência”, diz o especialista. De acordo com ele, os estados do Sudeste e Sul dificilmente vão conseguir visualizar alguma coisa, pois a chuva de meteoros vai ocorrer abaixo da linha do horizonte.

Mesmo no Hemisfério Norte, o espetáculo parece estar bem mais modesto do que em 2017. “Para ser honesto, não é um bom ano” para Perseidas, declarou Robert Massey, diretor executivo interino da Royal Astronomical Society (RAS) de Londres, na Inglaterra. “Poderemos, com sorte, ver 20 [meteoros] a cada hora”, calculou.

Isso significa cinco vezes a menos do que a média dos últimos anos para os países acima da linha do Equador, nos quais puderam ser observados entre 100 e 120 meteoros a cada hora no momento de pico deste fenômeno.

Os meteoros são, na realidade, minúsculas partículas de pó que provêm da cauda de um cometa, neste caso do 109P/Swift-Tuttle. Todos os anos, quando a trajetória da Terra cruza o ponto em que se encontram esses restos, as partículas se inflamam ao entrar em contato com a atmosfera da Terra e deixam um rastro luminoso – daí o apelido de “chuva”.

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